Como pronunciar nomes nas notícias

41 famosos que têm nomes difíceis de serem pronunciados! Sem gaguejar ou pestanejar, essas celebridades têm nomes impronunciáveis! Da Redação Alguns nomes pronunciam-se de forma semelhante, outros nem por isso. Já agora: diz-se Subaru ou “Subáru”? Fique para ver. Toyota, Mazda, Mitsubishi, Subaru, será que andamos a pronunciar bem o nome destas marcas? Descubram neste vídeo através do exemplo de uma simpática e bonita jovem japonesa. É comum vermos brasileiros falando os nomes de forma diferente da correta, e assim surgiu a ideia do projeto. Confira abaixo alguns exemplos e aprenda de vez por todas a pronunciá-los. Projeto criado pelo redator Gustavo Asth e o diretor de arte Pedro Falcão está ensinando a pronunciar de forma correta, em português, o nome de algumas ... Donald Trump iniciou a sua primeira visita oficial à Índia e mostrou alguma dificuldade em pronunciar nomes do críquete indiano, facto que causou uma reacção imediata nas redes sociais. Executive Digest - notícias actualizadas ao minuto. Como dizer Adriana Esteves em Portuguesa? Pronúncia de Adriana Esteves 1 pronúncia em áudio, 1 significado, 23 frases e mais, para Adriana Esteves. Como ler nomes em inglês? Como ler sobrenomes em inglês? Como pronunciar as palavras em inglês? Gente, essa é difícil de responder. Quase que diariamente vejo meus alunos “struggling” (se esforçando, se debatendo) para ler nomes de pessoas em notícias que lemos ou comentamos em aula.Me olham com cara de “ok, teacher?” ou até me perguntam: “is it right?”. Aprenda como pronunciar qualquer palavra grátis, todas línguas! ... Digite seu nome aqui e descubra como escrever nomes em Chines. Com as olímpiadas ... Read more 61. Populares. Buscar Pessoas – Encontrar Parentes Desaparecidos e Familia, Filhos Felipe Veiga fevereiro 2, 2009. ... Como votar nas eleições de 2018 de forma consciente Particularmente, esse site tem me ajudado muito, especialmente nas aula de Sociologia Alemã dos anos 20, onde tenho tido acesso a autores que eu não conhecia, bem como autores cuja pronúncia de seus nomes eram duvidosas. Para pronunciar sobrenomes estrangeiros você precisa conhecer a plataforma Forvo. A top Candice Swanepoel arrasa não apenas nas passarelas, mas em nossas cabeças ao pensarmos em como pronunciar o nome dela também. Você pode tentar várias vezes, mas sempre ficará com uma ... Nomes em Chines – Escrever meu nome em chines. Para descobrir como escrever meu nome em chinês, digite seu nome no campo indicado pelo número 1 no site com Nomes em Chines.. Em 2, você escolhe o estilo de letra, a fonte com a qual será escrita seu nome.

A Grande Conspiração Nortenha - Parte 6

2020.04.04 04:52 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 6

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53563214511
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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A Dama Faz Protestos Demasiados

No episódio anterior de A Grande Conspiração do Norte, Harwood Stout, juramentado a Lady Dustin, foi visto conversando baixinho com Terror das Rameiras Umber, um conhecido “sócio” de Lorde Manderly desde A Fúria dos Reis. Do que eles falaram? Não procure para além do tour guiado por Lady Dustin às criptas de Winterfell no final do capítulo.
Theon vagueia sem rumo por algum tempo após o desjejum, atravessando as partes destruidas do castelo, subindo para as ameias e confessando no bosque sagrado. Durante esse mesmo período, a Senhora Dustin manda seus homens procurarem nas adegas, até nas masmorras, a entrada para as criptas. Seguindo as instruções de Theon, eles encontram essa entrada e passam meia hora cavando neve e entulho para descobrir a porta congelada, que precisou ser aberta com um machado. Todo esse esforço foi feito apenas para que ela se apresentasse um queixa antiga tendo apenas pedra fria, Theon e os silenciosos mortos como companhia. Que outro motivo a Senhora Dustin poderia ter para visitar as criptas?
Segundo a teoria, ela teria acabado de ouvir de Manderly (quem ouviu de Stout e Terror das Rameiras) que Bran e Rickon sobreviveram. Os meninos, Osha, Jojen, Meera e Hodor fugiram de seus perseguidores, escondendo-se nas criptas. É o que Bran conta ao moribundo meistre Luwin, enquanto Wex espia de seu esconderijo na árvore coração. O grupo de Bran também deixa evidências de sua estadia.
Osha levava sua longa lança de carvalho numa mão e o archote na outra. Uma espada nua pendia de suas costas, uma das últimas a ostentar a marca de Mikken. Forjara-a para a sepultura do Lorde Eddard, para deixar seu fantasma em descanso. Mas com Mikken morto e os homens de ferro de guarda no arsenal, era difícil resistir a bom aço, mesmo se implicasse assaltar uma tumba. Meera tinha ficado com a lâmina de Lorde Rickard, apesar de se queixar de seu peso. Bran ficou com a do seu homônimo, a espada feita para o tio que nunca conhecera.
(ACOK, Bran VII)
Até Hodor rouba uma espada ao sair.
O cavalariço tinha se esquecido de sua espada, mas agora se lembrara.
– Hodor! – exclamou. Foi buscar a arma.
Tinham três espadas mortuárias que trouxeramdas criptas de Winterfell quando Bran e o irmão Rickon se esconderam dos homens de ferro de Theon Greyjoy. Bran ficou com a espada do tio Brandon; Meera, com aquela que encontrara sobre os joelhos do avô, Lorde Rickard. A lâmina de Hodor era muito mais velha, um enorme e pesado pedaço de ferro, embotado por séculos de negligência e cheio de pontos de ferrugem.
(ASOS, Bran I)
Enquanto estava nas criptas com Theon, a Senhora Dustin nota especificamente as espadas que faltam.
– Aquele rei perdeu sua espada – a Senhora Dustin observou.
Era verdade. Theon não se lembrava que rei era aquele, mas a espada longa que devia segurar se fora. Marcas de ferrugem permaneciam para mostrar o lugar em que a lâmina estivera. [...] Seguiram adiante. O rosto de Barbrey Dustin parecia mais duro a cada passo. Ela não gosta deste lugar tanto quanto eu. Theon se ouviu falando:
– Minha senhora, por que odeia os Stark?
Ela o estudou.
– Pela mesma razão que você os ama. [...] Por que você ama os Stark?
– Eu... – Theon colocou uma mão enluvada contra um pilar. – ... eu queria ser um deles...
– E nunca pôde. Temos mais em comum do que imagina, meu senhor. Mas venha.
Apenas um pouco adiante, três tumbas estavam agrupadas juntas. Foi lá que pararam.
– Lorde Rickard – a Senhora Dustin observou, estudando a figura central. A estátua pairava sobre eles; rosto comprido, barbado, solene. Tinha os mesmos olhos de pedra dos demais, mas os seus pareciam tristes. – Ele tampouco possui uma espada.
Era verdade.
– Alguém esteve aqui embaixo roubando espadas. A de Brandon se foi também"Aquele rei está sentindo falta da espada", observou Lady Dustin.
(ADWD, O Vira-casaca)
Suponhamos que o verdadeiro objetivo da Senhora Dustin nas criptas seja confirmar a história de Wex. O que ela conta a Theon sobre sua história pessoal com os Starks não é mentira, é claro, mas também serve como cortina de fumaça para suas investigações, caso Ramsay (ou, pior ainda, Roose) questione suas ações. Embora a Senhora Dustin avise Theon para não repetir nada do que ela disse, ela deve saber que ele falharia na tentativa de manter segredos dos Bolton, se eles perguntassem abertamente. Theon e sua crença de que ela odeia os Starks são seu álibi.
No entanto, Roose parece ter certeza da lealdade da Senhora Dustin à Casa Bolton. Por que ela o abandonaria? Para começar, o que quer que os Starks tenham cometido com ela não muda o fato de que Rickard, Brandon e (agora) Ned estão todos mortos. Portanto, não são mais alvos satisfatórios de seu ressentimento. É verdade que a Senhora Dustin ainda pode guardar rancor contra os Starks. Porém não tanto quanto por Ramsay. A Senhora Dustin despreza Ramsay, e o sentimento é inteiramente mútuo.
– Deveria ter sido você a organizar o banquete, para celebrar meu retorno – Ramsay reclamou –, e deveria ter sido no Solar Acidentado, não nessa latrina de castelo.
– Solar Acidentado e suas cozinhas não estão a minha disposição – seu pai disse suavemente. – Sou apenas um convidado lá. O castelo e a cidade pertencem à Senhora Dustin, e ela não pode sustentá-lo lá.
O rosto de Ramsay ficou sombrio.
– Se eu cortar as tetas dela e der de comer para minhas garotas, ela me sustentará então? Ela me sustentará se eu arrancar a pele dela para fazer um par de botas para mim?
– Improvável. E essas botas sairiam caras. Elas nos custariam Vila Acidentada, a Casa Dustin e os Ryswell. – Roose Bolton sentou-se do outro lado da mesa, de frente para o filho. – Barbrey Dustin é a irmã mais nova da minha segunda esposa, filha de Rodrik Ryswell, irmã de Roger, Rickard e do meu homônimo Roose, prima dos outros Ryswell. Ela gostava do meu falecido filho e suspeita que você tenha alguma coisa a ver com a morte dele. A Senhora Barbrey é uma mulher que sabe nutrir uma mágoa. Seja grato por isso. Vila Acidentada é leal aos Bolton em grande parte porque ela ainda culpa Ned Stark pela morte do marido.
Leal? – Ramsay fervilhava. – Tudo o que ela faz é cuspir em mim. Chegará o dia em que colocarei fogo em sua preciosa cidade de madeira. Deixe ela cuspir nisso, para ver se apaga as chamas.
(ADWD, Fedor III)
O fato de Ramsay ter assassinado Domeric Bolton a sangue frio é um dos segredos mais mal guardados do Norte. Acho que a Senhora Dustin prefere que a justiça seja feita contra o assassino de seu amado sobrinho do que, em nome de sua vingança contra os Starks, continuar a apoiar um regime que legitima Ramsay como herdeiro. De todo modo, os Stark nem seriam culpados pela morte de seu marido, já que Lorde Dustin decide ir para o sul por seu próprio orgulho.
Além disso, a Senhora Dustin não estaria sozinha em sofrer se Ramsay herdarsse, legalmente ou não, o controle do norte. Vila Acidentada e seus habitantes poderão ser vítimas da ira indiscriminada de Ramsay, e os senhores menores sob a proteção dela, como Stout, provavelmente não se sairão muito melhor. No caso improvável de que Ramsay de alguma forma se contenha de responder ofensas passadas com fúria assassina, ele ainda não demostrou ter interesse em colocar o bem-estar de suas terras e povo sobre seu próprio bel-prazer egoísta. Tudo o que se pode dizer sobre os Starks, bons ou ruins, é que eles são governantes justos e nos quais pode-se confiar para proverem o Norte durante um inverno rigoroso, como fizeram por milhares de anos.
Por fim, a Senhora Dustin traça paralelos entre Theon e ela mesma. Theon, que percebeu que nunca odiava verdadeiramente os Starks. Ele os amava como a única família que conheceu e estava rancoroso por não poder ser um deles por completo. Faz dezesseis anos desde a Rebelião de Robert. Certamente, a Senhora Dustin fez uma pequena auot-reflexão e possivelmente chegou à mesma conclusão que Theon? Ela amava Brandon e talvez Lyanna também, como uma irmã, sendo ambas selvagens, ferozes e bonitas?
Em minha opinião, quando ela sai das criptas, a Senhora Dustin teria decidido participar da conspiração de Manderly. E ela traz os Ryswells consigo.
Há algum indício sobre a mudança de fidelidade da Senhora Dustin e Ryswell? Sim, de fato existem!
[Dustin:] E Lorde Wyman não é o único homem que perdeu um parente em seu Casamento Vermelho, Frey. Acha que o Terror-das-Rameiras tem algum bom sentimento por você? Se vocês não tivessem prendido Grande-Jon, ele teria arrancado suas entranhas e feito vocês comê-las, como a Senhora Hornwood comeu seus dedos. Flint, Cerwyn, Tallhart, Slate... todos tinham homens com o Jovem Lobo.
– A Casa Ryswell também – disse Roger Ryswell.
– Até os Dustin fora de Vila Acidentada – a Senhora Dustin separou seus lábios em um sorriso fino e selvagem. – O Norte se lembra, Frey.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Não apenas nós, leitores, ficamos sabendo que Ryswells e Dustins morreram no Casamento Vermelho, mas vimos a Senhora Dustin citar o slogan da vingança de Manderly para um Frey com um sorriso decididamente lupino.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Batedores Ryswell? Agora, lembre-se de que uma teoria coloca Robett Glover como líder do segundo exército do Norte, fora dos muros de Winterfell, o qual teria subido a Faca Branca no rastro de Manderly e se aproximado sob a cobertura da tempestade de neve. Talvez esses batedores desaparecidos tenham ordens para entrar em contato com Glover e informá-lo sobre a evolução da coisa em Winterfell? Ao menos eles não foram encontrados, vivos ou mortos, pelos homens de Stannis.
– Qualquer homem lá fora, neste tempo, estará com o pau congelado. [riu Rickard Ryswell]
– Lorde Stannis está perdido na tempestade – disse a Senhora Dustin. – Está a quilômetros de distância, morto ou moribundo. Deixe o inverno fazer o pior. Alguns poucos dias e as neves enterrarão ele e seu exército.
E nós também, pensou Theon, impressionado com a tolice da mulher. A Senhora Barbrey era do Norte e deveria saber mais. Os velhos deuses estariam ouvindo.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Talvez ela saiba mais, mas está tentando ganhar tempo. Tanto para os conspiradores finalizarem seus preparativos quanto para Stannis chegue com um exército de reserva.
– O que está sugerindo, Frey? – O Senhor de Porto Branco secou a boca com a manga. – Não gosto do seu tom, sor. Não, nem um maldito bocado.
– Vá para o pátio, seu saco de sebo, e eu servirei todos os malditos bocados que seu estômago aguentar – disse Sor Hosteen.
Wyman Manderly riu, mas meia dúzia de seus cavaleiros ficou em pé ao mesmo tempo. Coube a Roger Ryswell e Barbrey Dustin acalmá-los com palavras apaziguadoras. Roose Bolton não disse nada. Mas Theon Greyjoy viu um olhar em seus olhos claros que nunca vira antes – uma inquietação e, até mesmo, uma pitada de temor.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Roose sabe há muito tempo que Manderly planeja uma traição (ADWD, Fedor III), mas o fato de que Lorde Wyman tenha abandonado a cautela, antagonizando abertamente os Freys durante a ceia, deveria sugerir que os planos de seus amigos estão alcançando o objetivo. E não acredito que Roose tenha certeza de quais são esses planos ou quem está envolvido neles, daí o medo inquieto que Theon observa.
Com Lady Dustin e os Ryswells a bordo, praticamente todas as Casas nortenhas em Winterfell se viraram contra os Boltons, deixando de fora os Freys, que neste momento são homens mortos andando. Manderly provacando os Frey no último POV de Theon pode ter sido um ato premeditado para estimular que Roose fizesse exatamente o que ele fez. Ou seja, enviar os homens de Frey e Porto Branco juntos para dar batalha a Stannis. Muito provavelmente, em minha opinião, as forças de Manderly darão um golpe nos Freys na primeira boa oportunidade que tiverem – digamos, depois que a vanguarda dos Frey cair em um lago congelado – depois debater com Stannis e os quatro mil nortenhos que ele tem sobre como tomar Winterfell e remover os Boltons do poder.

O Problema com Stannis Baratheon

Grande Jon Umber já teve uma coisa ou duas a dizer sobre Stannis.
Renly Baratheon não é nada para mim, e Stannis também não. Por que haveriam de governar a mim e aos meus de uma cadeira florida qualquer em Jardim de Cima ou Dorne? Que sabem eles da Muralha ou da Mata de Lobos, ou das sepulturas dos Primeiros Homens? Até os seus deuses estão errados. Que os Outros levem também os Lannister, já tive deles mais do que a minha conta – esticou a mão atrás do ombro e puxou a sua imensa e longa espada de duas mãos. – Por que não havemos de nos governar de novo a nós mesmos? Foi com os dragões que casamos, e os dragões estão todos mortos! – apontou com a lâmina para Robb. – Está ali o único rei perante o qual pretendo vergar o meu joelho, senhores – trovejou. – O Rei do Norte!
(AGOT, Catelyn XI)
Bem, como se vê, Stannis realmente conhece pouco sobre a Muralha e da Mata dos Lobos, mas está disposto a aprender, através de uma experiência dolorosa em primeira mão. Sua determinação corajosa em A Dança dos Dragões de ver o Norte livfre dos Boltons e Freys ganhou muitos admiradores. E, para esses e outros leitores, parecia completamente ingrato que os nortenhos subsequentemente rejeitem Stannis como seu rei em uma traição que certamente manchará para sempre a honra do norte.
Infelizmente para Stannis, no entanto, existem dois fatores principais trabalhando contra ele: 1) Seu deus vermelho, sempre faminto por sacrifícios, ainda é o errado. 2) Os nnortenhos simplesmente amam mais os Starks e não se importam com o Trono de Ferro.
Seis homens da rainha lutavam para colocar dois enormes postes de pinheiro em buracos que outros seis homens da rainha haviam cavado. Asha não teve que perguntar para que serviam. Ela sabia. Estacas. O anoitecer estaria sobre eles em breve, e o deus vermelho precisava ser alimentado. Uma oferenda de sangue e fogo, os homens da rainha chamavam, para que o Senhor da Luz possa voltar seus olhos de fogo sobre nós e derreter estas neves três vezes amaldiçoadas.
– Mesmo neste lugar de medo e escuridão, o Senhor da Luz nos protege – Sor Godry Farring disse para os homens que haviam se reunido para ver as estacas sendo marteladas dentro dos buracos.
– O que esse seu deus sulista tem a ver com a neve? – exigiu saber Artos Flint. Sua barba negra tinha uma crosta de gelo. – Isso é a ira dos antigos deuses sobre nós. É a eles que devemos agradar.
– Sim – disse Grande Balde Wull. – O Rahloo vermelho não significa nada aqui. Vocês apenas deixarão os antigos deuses mais zangados. [...]
Os quatro foram acorrentados de costas uns para os outros, dois em cada estaca. [...]À visão de Stannis, dois dos homens atados às estacas começaram a implorar por misericórdia. O rei ouviu em silêncio, sua mandíbula cerrada. Então disse para Godry Farring:
– Pode começar. [...]
Depois de um tempo, os gritos pararam. [...]
Clayton Suggs esgueirou-se ao lado dela.
– A boceta de ferro gostou do espetáculo? [...] A multidão será ainda maior quando for você se contorcendo na estaca. [...]
[Alysane:] A Senhora Asha não será queimada.
– Ela será – insistiu Suggs. – Já abrigamos essa adoradora do demônio entre nós por muito tempo. [...]
A Mulher-Ursa falou.
– E se você a queimar e a neve continuar a cair, e então? Quem queimará em seguida? Eu?
Asha não pôde segurar a língua.
– Por que não Sor Clayton? Talvez R’hllor goste de um dos seus. [...]
Sor Justin riu. Suggs achou menos graça.
– Aproveite suas risadinhas, Massey. Se a neve continuar a cair, veremos quem vai rir por último. – Olhou para os homens mortos nas estacas, sorriu e foi se juntar a Sor Godry e os outros homens da rainha. [...]
[Massey:] Se juntarão a mim [para cear], minhas senhoras?
Aly Mormont sacudiu a cabeça.
– Não tenho fome.
– Nem eu. Mas faria bem em engolir um pouco de carne de cavalo mesmo assim, ou em breve poderá desejar ter feito isso. [...]
Aly sacudiu a cabeça.
– Eu não.
(ADWD, O Sacrifício)
Eu penso que seja seguro concluir que Alysane Mormont não está impressionado com R'hllor, seus seguidores ou que o rei Stannis aprove práticas tão cruéis. Tampouco estão os homens do clã das montanhas. Curiosamente, no jantar, Artos Flint, Grande Balde Wull e o resto dos líderes dos clãs não são mencionados, possivelmente indicando que estão ausentes. Isso levou a algumas especulações de que a reunião de Alysane com os Liddles, Norreys, Wulls e Flints, cujos julgamentos iniciais de Stannis teria sido favorável enquanto ele comeu e bebu com eles.
Jon avisa Melisandre que os clãs das montanhas não admitirão insultos às suas árvores do coração (ADWD, Jon IV). Melisandre não acompanha Stannis a Winterfell, mas, no entanto, o devido respeito não foi pago aos deuses antigos. Pior ainda, com Flints e Norreys em Castelo Negro, as notícias poderiam muito bem se espalhar sobre como a sacerdotisa vermelha de Stannis e os homens da rainha forçam os selvagens a queimar pedaços dos represeiros sagrados do norte ao atravessar a Muralha (ADWD, Jon III). Os nortenhos estão dispostos a tolerar a adoração dos Sete, pois criar algumas seitas aqui e ali não perturba seus bosques sagrados, mas R'hllor é um deus ciumento e seus arrogantes devotos sulistas fariam conversões à força.
Enquanto Stannis, sua rainha ou seus homens continuarem apoiando o R’hllorismo fanático, ele, em minha opinião, nunca poderá deter o Norte. Até Porto Branco será cauteloso, pois os Sete já foram usados para acender os fogos de R'hllor, assim como os deuses antigos, e muitos do povo de Manderly sem dúvida adotaram a religião dos Primeiros Homens nos mil anos desde que aqueles procuraram refúgio com os Starks.
Sobre o segundo obstáculo de Stannis, um aspecto marcante da história de Westeros após a conquista é o quão isolacionista o Norte permanece até a Rebelião de Robert (e até depois). Embora oficialmente sejam parte do reino e estejam sujeito à autoridade do Trono de Ferro, os Stark ainda são, extraoficialmente, reis em tudo, exceto no nome. O número de Targaryens que se aventuraram ao norte do Gargalo nos últimos trezentos anos pode ser contado em uma mão: 1-2) Rei Jaehaerys, o primeiro de seu nome, com sua esposa, a boa rainha Alysanne, seus dragões e metade da corte; 3) Egg enquanto se disfarçava com Dunk no próximo conto “The She-Wolves of Winterfell”; 4-5) Meistre Aemon, acompanhado por Corvo de Sangue, ambos para tomar o preto. Mesmo Robert nunca o visita, exceto em A Guerra dos Tronos (e nove anos antes para acabar com a revolta de Balon Greyjoy).
Enquanto quem quer que esteja sentado Trono de Ferro permaneça em Porto Real, todo o resto do reino sente-se bem fingindo que o Norte não é efetivamente auto-governado por Winterfell. Suspeito, porém, que Stannis, inflexível em exigir sua merecida lealdade como o legítimo rei de Westeros, não ficará satisfeito com um acordo por meio do qual seus comandos reais devem primeiro ser aprovados por um Stark antes de serem postos em prática.
No entanto, ao se opor a isso, ele estaria desafiando o legado Stark. Que alcançou status quase mítico após milhares de anos de domínio mais ou menos contínuo. Quando o Norte é ameaçado por selvagens ou homens de ferro, são os Starks que chamam os homens às armas. Um Stark construiu a Muralja e liderou a luta contra os Outros. Os Stark expulsou os ândalos invasores, fizeram do Norte o único reino dos Primeiros Homens que ainda resta, mas entregaram voluntariamente sua coroa aos Targaryen para poupar seu povo do fogo do dragão. Eles servem a seu tipo distinto de justiça para desertores e outros criminosos. Eles punem bandidos rebeldes, tomam reféns quando necessário e casam-se com as famílias do Norte em busca de alianças. Com as paredes aquecidas e os jardins de vidro de Winterfell, os Stark provavelmente fornecem necessidades básicas (comida, abrigo) para os plebeus durante os longos invernos. De inúmeras maneiras, grandes e pequenas, os Starks provaram seu valor. Tanto é assim que mesmo seus inimigos seculares, os selvagens, não suportam ouvir Theon Vira-casaca pronunciar o lema dos Stark (ADWD, Theon I).
Em minha opinião, nenhum senhor sulistas pode esperar competir com a idéia dos Starks. Com o que eles passaram a representar para os nortennhos através da longa associação de muitas gerações: proteção e estabilidade em tempos difíceis de inverno. Alys Karstark, por exemplo, procura a ajuda de Jon – não a de Stannis – na condição de "o último filho de Eddard Stark", apesar de que Robb tenha decapitado seu pai e da ostensiva neutralidade da Patrulha da Noite (ADWD, Jon IX).
Além do mais, os nortenhos não juraram a Stannis nenhum voto aos quais eles se considerariam obrigados a seguir. A Grande Conspiração Nortenha, se verdadeira, antecede a chegada de Stannis à Muralha. Os Mormonts, os Glovers, Manderly e os outros partidários dos Stark teriam agido contra os Boltons com ou sem Stannis. E agora, em Winterfell, Stannis depende dos homens nortenhos que compõem a maior parte de seu exército, especialmente devido ao desgaste de seus cavaleiros sulistas.
Então, onde isso deixa Stannis? Quando um Stark estiver em Winterfell novamente, os nortenhos poderiam lhe dizer: “Agradecemos a ajuda, Sua Graça. Saiba que o norte estará sempre aberto para você e os seus. O trono de ferro? É por ali, e você é bem-vindo a sentar nele. Mate alguns Lannisters por nós!”. O que Stannis poderia fazer a respeito se os senhores do Norte se recusassem a se juntar à guerra dele? Nada, na verdade.
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2019.10.27 11:22 altovaliriano Podcast of Ice and Fire #156: Braços Grossos como Troncos

O Podcast of Ice And Fire é o mais antigo Podcast sobre As Crônicas de Gelo e Fogo de que se tem notícia e foi o nosso primeiro podcast sugerido do "Domingo de Podcast". No entanto eles afirmam serem a ovelha negra dos podcasts neste fandom, pois dizem que não são chamados para quase nenhum evento ou convenção.
Neste episódio, apresentado por Amin e Kyle, o podcast convidou David J. Peterson, inventor das línguas de Game of Thrones (ou devo dizer, quem expandiu as línguas, já que são criação de GRRM) para responder algumas perguntas sobre línguas, ASoIaF e GoT. Ao final ele fizeram uma análise do Prólogo de Tormenta de Espadas.
Segue a resenha.
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Link: http://podcastoficeandfire.com/episode-156-arms-tree-trunks/
Data de lançamento: 21 ago 2014

O podcast investe bastante na vinculação com a Casa Manwoody, como já havia ressaltado Martin, então piadinhas sobre o podcast ser dornês são constantes (ainda que inocentes). O convidado rapidamente entrou no espírito e devo dizer que todos os bons momentos do episódio foram proporcionados por ele e seu jeito folgado.
David J. Peterson explicou que Dothraki é uma língua tranquila, que ele consegue pronunciar com fluência, assim como qualquer pessoa que fale bem o espanhol (a língua não é igual ao espanhol, mas é parecida nas consoantes dentais). Já o valiriano seria uma língua tão complexa que nem mesmo David se arrisca a disputar com fãs em convenções.
Peterson, então, passou um bom tempo explicando o processo de criação dos idiomas para a série, que não irei reproduzir aqui porque há bons artigos sobre isso na wikipedia (vide aqui e aqui). Porém, temos que destacar que ele afirmou que Martin lhe pediu várias traduções de nomes para Ventos do Inverno e Atlas das Terras de Gelo e Fogo, e que ele mantém atualizados os manuais de gramáticas Dothraki para que GRRM possa consultá-los.
Segundo o linguista, Martin tem um talento impressionante para idiomas fictícios apesar de repetir que não é um "language guy", como Tolkien. Ele diz que GRRM ainda cria palavras sem sua assistência, e se diz assombrado com o grau de acerto e precisão de Martin ao fazê-los, pois estimou (sarcasticamente) que, a cada 50 escritores de fantasia, 51 são péssimos linguistas.
Porém, complementou (seriamente) que os nomes em As Crônicas de Gelo e Fogo realmente parecerem derivar de línguas legítimas e que a única outra obra de fantasia que conhece na qual isso ocorria era nas de J. R. R. Tolkien, que era linguista e criou todos os idiomas ele mesmo.
Peterson disse que, caso algum escritor queira elaborar suas próprias línguas fictícias, deveria fazer como Martin e selecionar frações de palavras que não tenham significado em si e prepará-los como sufixos (ex. "on", "os" e "ys") e prefixos (ex. "aer", "aeg", "ler") e formar palavras a partir disso. Segundo ele, facilita a vida do futuro linguista que trabalhar sobre elas.
Sobre Game of Thrones ele alegou que David & Dan decidiram contratar alguém para fazer Dothraki completo depois que eles tentaram fazer com que Dothraki fosse um monte de sons sem sentido ("gibberish") e detestaram o resultado (cruzes!). Ainda sobre GoT, ele havia dito aos showrunners que não existia correspondente para "por favor" em Dothraki, mas D&D colocaram no roteiro que não havia palavra para "obrigado", e então Peterson apagou a palavra para "obrigado" que ele havia criado.
Ele comentou também fatos já muito reportados pela mídia de que mudou o modo de falar do alto valiriano e do valiriano astapori em razão de ter preferido a pronuncia que Emilia Clarke e Jacob Anderson deram a essas línguas, não economizando elogios a Jacob, o qual, segundo ele, é o melhor intérprete de línguas fictícias que ele já conheceu.
Respondendo a perguntas dos ouvintes do podcast sobre quais eram as impressões dele sobre a identidade do valonqar, Peterson afirmou que, como todo mundo, pensou primeiro em Tyrion, mas depois preferiu a solução de ser Jaime. Contudo, disse que poderia ser o irmão mais novo de qualquer um, até do Pernalonga e entraram em uma espiral de hilárias piadas imaginando como seria um episódio de paródia de Game of Thrones em Tiny Toons.
Quanto à pergunta sobre a profecia do Príncipe que foi Prometido e a interpretação de meistre Aemon antes de morrer (de que seria uma princesa ao invés de um príncipe), Peterson afirma que ficou surpreso quando leitores começaram a concluir que isso indicava que não existiriam gêneros em alto valiriano ou apenas um gênero neutro -- pois, na verdade, há quatro gêneros no alto valiriano (vide links da wikipédia acima).
Em resumo, Peterson diz que o problema surgiu no referencial de gênero biológico (masculino) escolhido pelo tradutor da profecia, o que não diz nada sobre a palavra em valiriano ser gramaticalmente masculina, feminina ou neutra.
Por exemplo, ele analisa que a própria palavra "príncipe" em inglês não tem um gênero gramatical (seria neutra, como é a regra na língua inglesa), apenas seu referencial de gênero biológico é que seria masculino.
O convidado foi requisitado a ensinar um palavrão em Dothraki para ser usado no trânsito, o qual eu não saberia repetir a pronúncia, mas que significa "que sua mãe vá para o mar" (to the sea with your mother), uma versão de "foda-se a sua mãe" (to hell with your mother). Achei apropriada a comparação do mar com o inferno, na versão em inglês, já que é um lugar odiado pelos Dothraki.
Quando perguntado sobre personagem favorito, ele afirma ser Tywin, e explica que também adora Tyrion, mas que Tywin tem o poder de transformar o genial meio-homem, que derrota a todos, em criança novamente à hora que quiser.
Fiquei intrigado quando ele disse que até na morte Tywin venceu, pois Tyrion apenas o matou, mas não o venceu.
Quando os apresentadores destacam o reconhecimento mútuo que Stannis e Tywin dividem (Stannis achava Tywin mais real que o rei, Tywin acha Stannis a maior ameaça militar), Peterson desdenha dizendo que caso Tywin conhecesse o que acontece na corte de Stannis teria menos respeito por ele.
Na opinião de Peterson, Stannis é o típico personagem que seria zoado por Pernalonga e completou com uma hilária imitação de Roy Dotrice (falecido ator que interpretava o piromante Hallyne em Game of Thrones, mas que também era o narrador dos audiobooks) lendo um capítulo imaginário em que Pernalonga encontra com Stannis.
Finalizado o primeiro bloco do episódio, os apresentadores passaram à analise do Prólogo de Tormenta de Espadas. Essa parte foi muito ruim em comparação com a primeira.
O ritmo desacelerou muito e dava pra ouvir os apresentadores o tempo todo virando páginas e consultando notas. Quando não estavam fazendo observações irrelevantes, estavam jogando teorias ao léu, sem explorá-las adequadamente.
Quando eu os ouvi dizer que 'não havia muito mais que poderia ser dito sobre esse capítulo', eu fiquei surpreso com o nível de desleixo.
Talvez não seja a toa que eles sejam a ovelha negra...
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Podcast sugerido
O podcast sugerido dessa semana é o Nó de Oito. Como de costume, não ouvi também este podcast sugerido. Mas estava entre os podcast nacionais recomendados pelo u/paulovitor88 e espero algum dia fazer uma resenha sobre algum episódio dele aqui.
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2019.10.13 05:00 altovaliriano [PERSONAGENS] Arianne Martell

Em O Festim dos Corvos, Arianne Martell é desde logo apresentada como uma jogadora que está disposta a assumir grandes riscos. No segundo capítulo de núcleo dornês da saga, já vimos o evidente contraste entre a cautela de seu pai e seu comportamento arrojado.
Porém, os planos de Arianne se mostram fúteis diante da capilarização do poder de Doran. O Príncipe mostra ser um jogador experiente: ele chega antes, com mais homens, faz bom uso do elemento surpresa e não deixa muito para o acaso (apesar de que o que deixou ao acaso quase custou a vida de Myrcella, como ele admite). Doran sabe como quebrar Arianne, enquanto adversária. Mas nunca soube como compreendê-la como filha, tampouco lhe dar utilidade como aliada. E este desconcerto quase leva Dorne a uma guerra simultaneamente interna e externa.
Contando com os capítulos liberados de Ventos do Inverno, Arianne só aparece em 7 capítulos, dos quais é POV em apenas 4. Muito pouco para se esperar que haja material para traçar paralelos com personalidade históricas do mundo real. Contudo, há elementos para comparar sua jornada a fábulas de nosso mundo e a personalidades da história do mundo dela.
Para tanto, vamos examinar sua condição humana, seu despertar para a maturidade e seu futuro.
ARIANNE, O ANIMAL HUMANO
Pouco realmente se sabe sobre a infância de Arianne. A lembrança mais antiga da filha de Doran e Mellario remete ao tempo em que era uma criança rechonchuda e de peito liso e rezava aos deuses para ser bela quando crescesse (TWOW, Arianne I). Essa memória revela o quão significativo para Arianne era a beleza, algo que mais tarde viria a se tornar sua ferramenta mais amplamente explorada.
Fora isso, sabemos apenas detalhes vagos, como que ela tinha uma boa relação com Doran ("A garotinha que costumava correr para mim quando esfolava o joelho") e passou muitos anos da infância nos Jardins de Água. Contudo, uma vez que o relacionamento de seus pais deve ao menos ter tido um início auspicioso, Arianne provavelmente foi a única filha a presenciar os bons anos de relacionamento entre Doran e Mellario.
Não sabemos ao cero quando os problemas começaram, mas sabemos que eles atingiram um pico quando Quentyn foi usado como moeda de troca com os Yronwood pelos problemas que Oberyn havia causado. Também não sabemos quando isso aconteceu, mas, uma vez que Quentyn nasceu em 281 e sua partida se deu quando ele era "muito jovem", não deve ter ocorrido quando Arianne tinha mais de 10 anos de idade (ou seja, no máximo, 286 dC) e, segundo ela, isso foi determinante para que nunca fosse próxima do irmão.
Quando Arianne tinha 11 anos (287 dC), seu irmão Trystane nasceu. A diferença de idade é a justificativa que Arianne usa para justificar sua falta de intimidade com Trystane. Porém, deve ser lembrado que algum tempo depois, novamente a relação de seu pai e sua mãe chegou a outro ponto extremo e Mellario voltou para Norvos. Ainda que não saibamos quando isso ocorreu, é difícil de acreditar que isto tenha ocorrido antes que Arianne, ao 14 anos (290 dC), descobrisse a carta de Doran a Quentyn que fez com que suas relações com seu pai deteriorassem.
Arianne, portanto, era uma filha de pais divorciados. E Trystane, uma criança, não era a pessoa indicada para lhe amparar. Na verdade, Arianne buscava apoio nas primas, as serpentes de areia, todas elas mulheres criadas longe de suas mães, e nos amigos de infância, em especial Garin, cuja mãe foi ama-de-leite de Arianne. Assim, são pessoas unidades pelo tema da maternidade.
Não fossem os dorneses famosos por seu comportamento impulsivo e sexualizado, seria fácil atribuir as travessuras de infância e adolescência de Arianne e cia à desestabilização do núcleo familiar. Ainda assim, quando ficamos sabendo que certa vez a filha de Doran e as Serpentes de Areia foram tão longe quanto cruzar o rio Vago para fazer uma visita da melhor amiga de Arianne, Tyene Sand. Literalmente, um jornada em busca da mãe.
Ainda assim, Mellario não pode ser considerada um influência na vida de Arianne. O impacto que ela causou na garota foi tê-la deixado, assim como Arianne deve ter se sentido preterida pelo pai quando descobriu a carta a Quentyn. A pessoa que detinha a admiração era seu tio Oberyn, por quem nutria uma paixonite (segundo informações do aplicativo oficial para celular, uma fonte semi-canônica). Para os dorneses, comparados a Oberyn, seu pai e sua mãe não poderiam ser chamados de pessoas fortes.
Talvez desse complexo paterno por Oberyn que Arianne tenha desenvolvido uma personalidade mais parecida com a das Serpentes de Areia do que a dos outros Martell. Não sendo uma guerreira, não poderia ser parecida com Nymeria ou Obara, mas Arianne acaba por desenvolver uma personalidade gêmea à de Tyene, que usa de uma aparência de ingenuidade para disfarçar maquinações ferozes.
A sedução e a beleza são as ferramentas de Arianne, no lugar da violência. Ela rezou muito para que fosse bela porque provavelmente entendia o que isso representava. Como Arianne reconhecidamente tem um fraco para garotos bonitos, maus e perigosos (TWOW, Arianne I) - provavelmente em decorrência de sua atração por Oberyn, o ícone das Serpentes de Areia -, ela sabia que a beleza e a sedução era o atiçador com que puxaria as brasas para si.
Mas a beleza e a sedução tem se mostrado armas vazias em sua mão, pois seus planos são mais calcados em fantasia do que em observação. Isso ficou demonstrado com o fiasco de seus planos de coroar Myrcella. Por outro lado, agora que Arianne conhece as intenções e planos de seu pai, sua natureza impulsiva Oberynesca não garante que ela esteja a salvo da morte, tal qual Oberyn não estava.
ARIANNE, A BELEZA ADORMECIDA
Antes de sua conspiração falhar e começar a cooperar com seu pai, Arianne desconhecia as consequências de sua impulsividade e seu fraco por homens bonitos. Não estava com os olhos abertos, era uma beleza adormecida. Ela, a princesa, foi aprisionada em uma torre e ficou à espera de quem viesse enfrentar seu carcereiro. Mas ningúem veio. E o único príncipe que fez seu resgate foi o próprio Príncipe de Dorne, para ruína das ilusões que ela alimentava.
As ligações de Arianne com a figura de Bela Adormecida e com a trope da Donzela em Apuros são evidentes não só em sua trama atual. Arianne já demonstrava essa propensão em sua história pregressa, especificamente na sua primeira visita à Pedramarela, durante a qual, enquanto Tyene aprendia a extrair veneno de cobras e Sarella revirava o local com curiosidade, Arianne sonhava com um cavaleiro que a raptara para usá-la. Em outras palavras, Arianne fantasiva com paixões ardentes em um ninho de cobras, literalmente.
O seu retorno é ainda mais significativo. Arianne estava tão adormecida que trouxe uma conspiração que quereria extrema confiança recíproca para um ninho de cobras, tanto literal quanto metafórico. No final, ela não ter certeza de quem a denunciou demonstra o quão pouco Arianne sabia daquelas pessoas sobre quem ela depositava imensa grande confiança. Nem o fato de o perigoso Sor Gerold Dayne estar no grupo é suficiente para que ela ponha a mão no fogo por seus amigos.
O nome que o conto da Bela Adormecida recebeu em alemão foi Dornröschen, em que Dorn significa "espinho, espinheiro, urze" e röschen seria "rosa, flor", em razão da floresta de espinheiros que tomam o reino quando a princesa adormece. Há também oito fadas madrinhas (como as oito Serpentes de Areia), mas isso é só uma curiosidade.
Arianne desconhece que está dormindo em meios aos espinhos dorneses, algo que Doran parece conhecer há muito. Porém, talvez o conhecimento de Doran lhe tenha sido passado por sua mãe, a antiga Princesa de Dorne, tornando Doran o responsável pelo comportamento de Arianne, com quem ele está em dívida.
De fato, Arianne levanta 5 motivos para justificar sua conspiração contra seu pai, todos eles muito justificados diante do desconhecimento dos planos de Doran:
  1. Doran propôs que ela casasse com homens velhos e desdentados (quando sabemos ela tem um fraco por rapazes bonitos - e nós vimos este tipo de coisa terminar mal com Lysa Tully, por exemplo);
  2. Doran não passou a ela nenhum poder, liderança ou cargo quando ele se mudou para os Jardins de Água, só a deixou a cargo de recepções e festins (querendo certamente transmitir uma aparência de normalidade, mas sem saber estava enfiando o dedo na ferida aberta com a descoberta da carta a Quentyn por Arianne);
  3. Doran convocava Oberyn a cada quinze dias, mas Arianne apenas uma vez por semestre;
  4. A carta de Doran para Quentyn que dizia “um dia sentará onde me sento e governará todo o Dorne, e um governante deve ser forte de mente e de corpo(o que diretamente usurpava seu direito e indiretamente a chamava de fraca);
  5. Quentyn foi enviado a Essos sob disfarce com cinco companheiros de importância simultaneamente à Companhia Dourada quebrar o contrato com Myr.
As intenções de seu pai não foram apreendidas não por completa ausência de educação política. Areo Hotah lembra-se de ter ouvido Doran ensinar a Arianne que "o silêncio é amigo de um príncipe" e que "as palavras são como flechas, Arianne. Depois de disparadas, não podem ser chamadas de volta. Mas, devido a complexidade de seus planos, Doran depende de que as peças do seu jogo obedeçam sem questionar, o que também é fantasioso de sua parte. Em outras palavras, Doran também fantasiou que estava sendo transparente com Arianne.
Por motivos que já explicamos, Arianne já deveria se sentir abandonada e Doran por em ação planos que pareciam confluir para roubar seus direitos hereditários deve ter colocado Arianne contra a parede. Mas, se Arianne já conhecia a carta desde os 14 anos, por que levou quase 1 década para agir? Por que a morte de Oberyn tornou Dorne sedenta por uma guerra e colocou o povo contra Doran (como vimos pelas frutas atiradas contra a comitiva de Doran quando ele chegou a Lançassolar).
Arianne pretendia se apropriar do momento para jogar o povo contra seu pai, mas descobriu que estava cercada de espinhais. Não sabia da natureza de seus escolhidos e foi traída, não ponderou sobre os riscos e matou um cavaleiro da guarda real e quase matou a criança que visava proteger. Ela quase conseguiu uma guerra que nada teria a ver com seus direitos.
Quando foi presa, Arianne continuou a elaborar planos de acordo com as estratégias que conhecia. Primeiro, pensou em se valer do cinismo para mentir e atuar, depois vestiu a "roupa mais reveladora" para provocar e desconcertar e, por fim, tentou aliciar os servos para convocar vassalos instáveis de Lançassolar contra seu pai. Ainda assim, vimos Arianne realmente arrependida em seus pensamentos, especialmente por Arys e Myrcella, demonstrando que ela não é uma pessoa incapaz de aprender.
Em verdade, neste momento ficamos cientes de que a cena em que a princesa convence o cavaleiro real a trazer Myrcela a Pedramarela só é contada sobre o ponto de vista de Arys porque GRRM não queria entregar os pensamentos de Arianne, tanto em relação aos seus sentimentos para com o Guarda Real quanto sobre Doran. De fato, como ficamos sabendo em A Princesa na Torre, por baixo da aparência de manipuladora maliciosa, Arianne é um poço de sentimentos contraditórios e compaixão.
Contudo, Arianne falhou em entender as lições que seu pai tentava lhe ensinar enquanto ela esteve presa. O jogo de Cyvasse e os livros sobre leis de Westeros, dragões e a Estrela de Sete Pontas foram colocados ali para que Arianne pudesse entender as palavras que seu pai temia pronunciar em voz alta. Ao invés disso, Arianne continuava a se comportar como a Princesa na Torre, a donzela em apuros, convocando salvadores contra seu carcereiro. "Isso deverá trazer os heróis correndo", ela pensou ao redigir sua carta para Lorde Fowler.
Se a mantive na ignorância durante esse tempo, foi só para protegê-la. Arianne, sua natureza... Para você, um segredo era apenas uma história especial para murmurar a Garin e Tyene à noite, na cama. Garin mexerica como só os órfãos são capazes, e Tyene não guarda segredos de Obara e da Senhora Nym. E se elas soubessem... Obara gosta de vinho demais, e Nym é muito chegada [às gêmeas] Fowler. E a quem [as gêmeas] Fowler poderiam fazer confidências? Não podia correr o risco.
(AFFC, A Princesa na Torre)
Assim, Doran deixou Arianne presa tempo o suficiente para que a raiva, a vontade e a fantasia passassem. E a verdade surgiu apenas quando Doran precisava de Arianne para manipular Myrcella.
ARIANNE, A PRINCESA DOS ESPINHOS
Em A Dança Dos Dragões, vemos os efeitos construtivos da transparência entre Doran e Arianne. Pai e filha parecem agir coordenadamente para aparentar normalidade na corte e converter as Serpentes de Areia mais velhas em aliadas e todos vão para os Jardins de Água.
[SPOILER TWOW]Quando a carta de Jon Connington pedindo a Dorne por ajuda, Doran confia a tarefa de avaliar as forças de Aegon e a presença de Dragões a Arianne, muito embora Arianne não conheça nenhum dos dois homens. Mais curiosamente ainda, Doran forma uma comitiva de estranhos (semi-estranho no caso de Daemon Sand), que nunca viram Aegon ou Connington também. Dessa forma, o objetivo declarado de Doran é parcialmente impossível de ser cumprido. Somente levar olhos para procurar por dragões justificam a viagem.
[SPOILER TWOW]Mas a comitiva em si é curiosa. É formada por pessoas não nobres, com algumas ligações com Oberyn e nenhuma intimidade com Arianne. O caso de Elia Sand é o mais acentuado: a garota é impulsiva como Arianne, talvez um presente de grego de Doran para funcionar como espelho e testar a força de vontade da filha.
[SPOILER TWOW]Mas ainda assim, levar Elia para o meio de uma terra invadida é estranho. Elaria declara que está espalhando suas filhas para aumentar a chance de sobrevivência, porém isto não parece uma tática eficiente. Será que há aqui algum objetivo implícito o qual Arianne deveria compreender durante a viagem? Quem sabe.
[SPOILER TWOW]Com Daemon, há também um objetivo. O cavaleiro tem uma natureza cínica e se tornou imune às seduções da Princesa. Como ele é bonito, pode ser um instrumento fácil para que ela desenvolva uma abordagem realista com seu objeto de deseja, que aprenda a repreender seus instintos e aprender as reais intenções por trás da beleza. Como Arianne avalia que Jon Connington será difícil de seduzir Daemon funciona como um treinamento.
[SPOILER TWOW]De toda forma, em Ventos do Inverno, Arianne ainda está se equilibrando entre sua velha personalidade e as novas lições. Doran fica de pé para se despedir dela como se para fixá-las na memória da filha. E ela realmente agora fala de guerra com um tom funesto, e diz sentir pena de Elaria porque todas as suas filhas saíram a Oberyn (uma mudança significativa de percepção).
[SPOILER TWOW]Até mesmo quando traça paralelos entre Doran e Jon Connington, ela diz que este último deve ser perigoso, de certa forma aludindo que a sutileza do Pai também o torna perigoso. Arianne, inclusive, fica mais dada a silêncios e prefere as deduções às perguntas, chegando a fazer uma bem fundada troca de palavras com Lysono Maar.
[SPOILER TWOW]Porém, durante toda a jornada ele cobiça e flerta com Daemon. Em certo ponto, começa a perguntar por Viserys Targaryen, como que para fantasiar com o homem que estava prometida (muito embora ela afirme que agora é uma mulher, não uma menina que sucumbe para garotos bonitos), o que se confirma quando passa a maldizer Daenerys por tê-lo deixado morrer. A decepção com a aparência de Lysono Maar pode ser uma enganação, pois Lysono tem uma aparência feminina, e talvez quando veja Aegon, o contraste o torno excitante à Arianne.
[SPOILER TWOW]O mais interessante é que Arianne tenta se convencer que agora ama e quer o irmão de volta (o que Daemon, cético, nega). Na verdade, parece que ela quer compensar seu pai pelo estrago que causou e considera que Quentyn seria o meio para isso. Talvez, então, quando notícias de sua morte pelos dragões de Daenerys chegarem, ela passe a se opor à Rainha Dragão.
[SPOILER TWOW]De fato, muitos acreditam que o que está reservado para o futuro de Arianne é a paixão não correspondida com Aegon (uma novidade para ela) e que ela assumiria o papel da fazedora de reis. Assim, "A Princesa e a Rainha" não seriam apenas o título de uma novela de Martin, mas papeis que seriam repetidos na nova Dança dos Dragões.
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